Bangkok, Tailândia

Bangkok, Tailândia. Para sair um pouco do trivial, decidi escrever um pouco sobre um destino exótico. Faz um tempo que não vou para Tailândia. Fui em Novembro de 2008 mais precisamente, então algumas informações podem estar imprecisas, mas andei pesquisando um pouco e não mudou muito por lá. De fato, muitos dos locais que visitei na época já tinham algumas centenas de anos, isto obviamente não mudou. Mas antes de falar mais sobre Bangkok e da Tailândia, quero enfatizar que não é um destino para qualquer um, pois existem diferenças culturais marcantes.

Um pouco sobre Bangkok

Não importa se você já assistiu milhares de vezes os filmes A Viagem (1999), A Praia (2000), Perigo em Bangkok (2008) ou Sem Beber Não Case 2 (2011) você não faz nem ideia o que é a Tailândia e Bangkok se você não esteve lá. Mesmo viajantes experientes tem um frio na barriga quando chega no aeroporto e começa a ver aqueles caracteres estranhos em tailandês (sem mencionar o fato que eu quase não consegui sair do país por conta de protestos anti-governo que fecharam o aeroporto). A mesma sensação ocorre quando você percebe que o taxista e as pessoas em geral não consegue ler os caracteres ocidentais. Está é uma dica que vale para qualquer pais oriental, que mesmo turísticos, ainda existem barreiras culturais fortíssimas e por ingenuidade você pode cair em furadas, como aconteceu algumas vezes comigo.

O que dizer sobre Bangkok? Uma cidade de contrastes. Ao passear pelas ruas você encontra arranha-céus recém construídos, shopping-centres enormes, e lojas de marcas internacionais, além de inúmeras franquias de McDonald’s, KFC, Starbucks, etc. Isto tudo em simbiose com vilarejos de centenas de anos de idade; templos budistas de ouro com budas de esmeralda entalhados; neons iluminados oferecendo depilação de sobrancelha, massagem no pé (foot massage) e outras “massagens”, se é que vocês me entendem. Isto sem contar nos inúmeros restaurantes tailandeses com uma higiene questionável e um trânsito tão caótico de carros dividindo espaço com motos, bicicletas, Tuk-tuk, animais, pedestres, riquixá e um comércio móvel. Adicione à receita uma orquestra de buzinas e um clima quente e húmido, ou seja, diversão na certa.

Tuk-tuk – Meio de transporte padrão em Bangkok

Quando ir e como chegar?

Bangkok é uma cidade vívida e cosmopolita, ou seja, você pode ir em qualquer período do ano. O único período que se deve evitar é a estações das monções, entre Maio e Setembro, onde a coisa fica feia com chuvas torrenciais e vendavais, que não deixam a cidade muito atrativa. Eu fui em final de Outubro, então estava tranquilo, mas ainda observei os efeitos das monções com um clima quente e húmido (veja o clima da cidade no World Weather Information Service). Eu cheguei de avião vindo de Cingapura operado pela australiana Jetstar é um vôo curto sem maiores problemas. Quem não conhece a Jetstar é um linha aérea de baixo custo estilo RyanAir, mas para a região da Ásia e Oceania, e com o pedigree da Quantas. O aeroporto é o Suvarnabhumi (BKK) bem novo, inaugurado em 2006 o que foi bem oportuno pois no inicio de 2008 o aeroporto antigo (Don Mueang) inundou e ficou fechado. O aeroporto é relativamente longe do centro da cidade, então precisa tomar um ônibus ou taxi. Recentemente inauguraram um trem, mas o taxi é tão barato (algo como THB 500 ou R$ 30) que não vale a pena arriscar e no caminho você tem aquele agradável trânsito. A única coisa é você precisa barganhar o taxi e ter o endereço do hotel escrito em tailandês, peça para o pessoal da companhia aérea fazer esta gentileza.

“Proibido Fumar” ou “Proibido comer uma jaca no elevador”.

Onde ficar e o que fazer?

Eu fiquei no Twin Towers Hotel, um hotel bem localizado, central, a poucos quilômetros das maiores atrações da cidade. Fiquei em uma suíte luxo com banheira, TV a cabo, internet wi-fi e todos as comodidades de um hotel internacional. A equipe do hotel fala um inglês funcional. E a diária custa cerca de USD 40 por pessoa. É um excelente hotel com um preço muito bom. O restaurante do hotel me deu mais confiança que os restaurantes da rua e me deliciei em um prato que não faço nem ideia como pronunciar, mas era tipo Chop Suey com castanha e uma carne que espero que não seja nenhum animal doméstico. Era inexplicavelmente delicioso.

Por falar em animal doméstico, quanto estava caminhando pelo Asian Market no bairro Chinatown (sim, tem Chinatown em todo o mundo, inclusive na China!) me deparei com uma cena inusitada, para não dizer deprimente. Entre umas das coisas que você deve fazer é passear pelo mercado em Chinatown, você vai encontrar diversas lojas de tecidos, bugigangas e restaurantes, onde você pode escolher qualquer animal para sua refeição.

Bom, preciso mencionar que eles estão todos vivos em uma gaiola. Vi alguns gatos, não vi cachorros. Isto é uma característica típica da Ásia, tudo que é vivo eles comem. Eu tinha um amigo Filipino que o tempo todo olhada para os animais (qualquer um) e comentava: “Humm. Eu gostaria de saber o gosto…”. Ele me falou isto olhando para um Koala. Bom, algumas coisas que você deve ver:

  1. Wat Phra Kaeo (Boa sorte tentando ler isto, na dúvida peça pelo Grand Palace) – É um tempo budista enorme onde tem o famoso buda de esmeralda. Isto mesmo um buda esculpido em uma pedra de esmeralda ridiculamente grande do século XIV. Também tem as torres douradas e outros templos menores. É um dos pontos principais para ir, imperdível. Uma dica: Existe uma etiqueta para visitar os tempos. Eu fui barrado na entrada pois estava de bermuda, já que o calor era insuportável. Óbviamente, tinha um comerciante na frente vendendo Sarong (eu vou chamar de canga) e me enrolei como fosse uma toalha. Os homens não podem entrar de regata, assim como as mulheres e tão pouco decote. Então, mulheres, não vá vestida como uma piriguete, e os homens, não se apresentem como se tivessem saído de um jogo de futebol.
  2. Khao San Road, Banglamphu – Quando você pensa em Bangkok e imagina aquela rua caótica cheia de letreiros luminosos de bares, restaurantes e casas de tolerância, você esta se referindo a esta rua. É um ponto turístico um pouco questionável, mas tem uma feira de artesanato, comida e outras coisas. Importante: Não vá nas casas de massagem ali pois não é bem massagem que acontece mas se você for mesmo assim, não há garantia que será uma mulher mesmo para fazer a “massagem”. Boa sorte.
  3. Ma Boon Khrong ou MBK Center – É um shopping center enorme. Você vai encontrar de tudo lá. É um ótimo lugar para comprar aquelas recordações bregas que você vai dar para os parentes colocarem na estante. Você também pode comprar alguns eletrônicos e bolsas de procedência duvidosa e com qualidade altamente questionável. Vale a pena ver. Dica: Quanto você comprar alguma coisa, barganhe! Se o vendedor pedirem THB 100 você oferece THB 20. É bem divertido o Tailandeses falando pouquíssimo Inglês e usando a calculadora para se expressar. Entretanto, você barganha até as coisas mais básicas, como um Coca-cola ou água, o que é um porre, pois você está com sede a última coisa que você quer é gastar saliva para comprar uma bebida.

Sem dúvida, existem diversas outras coisas para fazer em Bangkok. Se você for budista pode tranquilamente passar uma semana visitando templos. Se você está pela barganha, existem diversas feiras e mercados. O Trip Advisor tem uma lista completa de lugares para visitar. Se você está pelo crime, a prostituição é muito difundida. É só andar pela rua e as mulheres da vida, ao perceberem sua cara de estrangeiro, vão se oferecer. Só um detalhe importante: Embora a Tailândia seja famosa pela prostituição, isto é crime inafiançável e você não vai querer ficar numa cadeia de Bangkok, o mesmo vale para drogas (assista o filme A Viagem, 1999). O que é muito comum são mulheres atraindo turistas para serem assaltados. Resumindo, não faz bobagem.

Considerações finais

Como eu mencionei no inicio, Tailândia é um país ímpar. Pode ter uma viagem inesquecível, ou péssima pois é muito (muito mesmo) fácil de entrar em roubada. Você obviamente deve andar em um Tuk-tuk, até por que são uma aventura intressante e mais comum que taxi. Entretanto, eles os motoristas dos Tuk-tuk seguido te levam para outros lugares que tu não pediu, como a loja de um amigo ou familiar e enquanto você não comprar algo ele não te levam de volta. Isto aconteceu comigo quanto estava indo para o MBK, o motorista estava me levando para o buraco do raio e eu tive que pular o Tuk-tuk em movimento. Dica: Tenha um celular com GPS a mão, existem diversos aplicativos com mapas off-line que você pode utilizar sem precisar de um plano de dados.

Sorria! Você está sendo enganado!

As dicas finais para Bangkok são: a) Não peça informações. Os motoristas e comerciantes irão te dizer qualquer coisa e sempre está errado. b) Não beba água da torneira. Bom, isto é autoexplicativo. c) Cuide com golpes e não fique sozinho. Sozinha, muito menos. A criminalidade é alta e embora não seja agressiva, eles são muitos criativos. Desconfie de tudo, do taxista, do motorista de Tuk-tuk, do estudante oferecendo informações, da pessoa caindo na sua frente e supostamente passando mal, etc. Isto tudo pode ser um golpe para te tirar dinheiro. Em diversas situações e percebi que tinha algo errado. Golpes comuns: a) Venda de passes para templos. A maioria do templos tem entrada gratuita (exceto o Wat Phra Kaeo), então você irá comprar algo que não te serve para nada. b) Venda de pedras preciosas. Bom, preciso dizer alguma coisa? c) Taxistas e motoristas de Tuk-tuk te levando para outro lugar. d) Pessoas perguntando se você quer compartilhar um taxi. “Para onde você vai? Legal! Eu também vou para lá, vamos dividir um taxi?” Isto é roubo na certa. e) Pessoas fingindo estar passando mal e “precisando” de dinheiro para ir de taxi até o hospital.

Por fim, aproveite com cuidado, vale muito a pena conhecer esta cidade de contrastes.

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